Simulação

Quanto rende R$ 1.000 por mês?

Resposta direta com números: aportes de R$ 1.000 ao mês a 1% mensal, o que muda em 12, 24, 60 e 120 meses, a comparação entre taxas e o efeito da inflação.

Resposta direta: investindo R$ 1.000 por mês a 1% ao mês, com juros reinvestidos e aporte no fim de cada mês, você acumula R$ 12.682,50 em 12 meses, R$ 26.973,46 em 24 meses, R$ 81.669,67 em 60 meses e R$ 230.038,69 em 120 meses.

Em 10 anos são R$ 120.000,00 aportados e R$ 110.038,69 só de juros — os juros equivalem a 91,7% do total investido.

Tabela: R$ 1.000 por mês a 1% ao mês

Montante de aportes mensais de R$ 1.000 a 1% ao mês
Prazo Total aportado Juros Montante final
12 meses R$ 12.000,00 R$ 682,50 R$ 12.682,50
24 meses R$ 24.000,00 R$ 2.973,46 R$ 26.973,46
60 meses R$ 60.000,00 R$ 21.669,67 R$ 81.669,67
120 meses R$ 120.000,00 R$ 110.038,69 R$ 230.038,69

Aporte de R$ 1.000 no fim de cada mês, sem valor inicial, taxa fixa de 1% ao mês e sem impostos ou taxas. Cálculo feito com a mesma lib da calculadora de juros compostos.

Como ler esses números

No primeiro ano, os R$ 12.000 aportados viram R$ 12.682,50: os juros de R$ 682,50 representam apenas 5,7% do que você colocou. Nos primeiros anos, o resultado é movido principalmente pelo esforço de aportar — não pela rentabilidade.

A partir daí a proporção se inverte. Em 60 meses, os juros já são R$ 21.669,67 sobre R$ 60.000,00 aportados. Em 120 meses, os R$ 110.038,69 de juros chegam perto do total aportado, e o montante final é R$ 230.038,69 — quase o dobro do que saiu do bolso.

A conta por trás disso é a soma de uma progressão geométrica. Para aportes iguais no fim de cada mês:

M = A · [ ((1 + i)t − 1) ÷ i ]

Com A = 1.000, i = 0,01 e t = 120, o termo entre colchetes vale aproximadamente 230,04 — daí o montante de R$ 230.038,69. O mesmo fator aplicado a 12 meses vale 12,68, o que explica os R$ 12.682,50.

Comparação por taxa: 0,5%, 1% e 1,5% ao mês

A taxa muda o resultado, mas o prazo muda mais. Veja o montante final com o mesmo aporte de R$ 1.000 por mês:

Montante final por taxa e prazo
Prazo 0,5% a.m. 1% a.m. 1,5% a.m.
12 meses R$ 12.335,56R$ 12.682,50R$ 13.041,21
60 meses R$ 69.770,03R$ 81.669,67R$ 96.214,65
120 meses R$ 163.879,35R$ 230.038,69R$ 331.288,19

Aporte mensal de R$ 1.000 no fim do mês, juros reinvestidos, sem impostos.

Em 12 meses, a diferença entre 0,5% e 1,5% é de R$ 705,65. Em 120 meses, a mesma diferença de um ponto percentual ao mês vira R$ 167.408,84. É por isso que, em horizontes longos, pequenas diferenças de taxa têm efeito enorme — e por isso desconfie de promessas de rentabilidade alta e constante.

Para referência: 1% ao mês equivale a 12,7% ao ano, e 0,5% ao mês a 6,2% ao ano. São taxas de simulação, não uma projeção do que o mercado vai entregar.

O impacto da inflação no valor real

Os valores acima são nominais. Com inflação de 4,5% ao ano, o poder de compra muda:

Montante nominal e valor real com inflação de 4,5% ao ano
Prazo Montante nominal Valor real (hoje) Perda para a inflação
12 meses R$ 12.682,50 R$ 12.136,36 R$ 546,14
24 meses R$ 26.973,46 R$ 24.700,41 R$ 2.273,05
60 meses R$ 81.669,67 R$ 65.535,91 R$ 16.133,76
120 meses R$ 230.038,69 R$ 148.128,28 R$ 81.910,41

Valor real = montante ÷ (1 + 0,045)meses/12. Quanto maior o prazo, maior o efeito da inflação.

Em 10 anos, R$ 230.038,69 nominais equivalem a R$ 148.128,28 em poder de compra de hoje. O ganho continua existindo — mas é menor do que o número da conta sugere. Se o seu objetivo é comparar alternativas, compare sempre valores reais e líquidos de impostos.

O que esta simulação não inclui

  • Imposto de renda. Em renda fixa, a alíquota é regressiva (22,5% a 15%) e incide sobre os juros, não sobre o total.
  • Taxas e custos. Taxa de administração, corretagem e custódia reduzem o rendimento — 1% ao ano de custo pode consumir boa parte do ganho real.
  • Taxa variável. CDI, Selic e inflação mudam; uma taxa fixa por 10 anos é uma simplificação.
  • Disciplina. A conta assume R$ 1.000 aportados todos os meses, sem falhas nem retiradas.

Também vale lembrar: R$ 1.000 por mês é uma meta relevante para a maioria dos orçamentos. Antes de simular rentabilidade, garanta reserva de emergência e dívidas caras quitadas — o juro que você deixa de pagar costuma render mais que o juro que você recebe.

Simule com o seu aporte e a sua taxa

Troque o valor, o prazo e a taxa, inclua inflação e reajuste anual do aporte, e compare cenários lado a lado. Sem cadastro, cálculo no navegador.

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Aviso

Este conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento. Os valores são simulações com taxa constante e não representam promessa de rentabilidade. Impostos e custos não estão incluídos. Avalie seu perfil e procure um profissional habilitado.